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Matheus Cunha vive sonho na Copa e valoriza elenco: “grupo de amigos”

Matheus Cunha, atacante do Manchester United, marcou dois gols e foi fundamental na vitória do Brasil sobre o Haiti por 3 a 0, na Filadélfia, colocando a seleção brasileira na liderança do Grupo C da Copa do Mundo. Este foi o primeiro jogo de Matheus Cunha como titular em um Mundial, após ter ficado de fora da lista final para a Copa do Mundo do Catar há quatro anos.

Em entrevista coletiva após o jogo, Matheus Cunha expressou sua satisfação em estar realizando seu sonho de jogar em um Mundial. “Não estar na outra Copa, imaginar que poderia ser tão maravilhoso e estar aqui, fazendo o possível para que realmente seja. Não há nada mais gratificante do que estar realizando este sonho”, declarou.

Matheus Cunha não é um centroavante tradicional, mas sim um atacante que joga menos fixo e ajuda a abrir espaço para os companheiros. Sua escolha para ser titular contra o Haiti foi em substituição a Igor Thiago, jogador com mais presença de área. No entanto, foi o próprio Igor Thiago o primeiro a abraçar Matheus Cunha após ele abrir o placar na Filadélfia.

Matheus Cunha atribuiu essa reação ao ambiente construído entre os atletas. “É um grupo de amigos mesmo. E é duro ser amigo em meio a uma competitividade tão grande. A gente se une, torce genuinamente um pelo outro. No outro jogo, torci muito pelo Igor. Essa união torna mais fácil absorver tudo da forma mais positiva”, comentou.

O Brasil volta a campo na próxima quinta-feira para enfrentar a Escócia, em Miami. Com a liderança do Grupo C, a seleção brasileira se garante na segunda fase com um empate. “Temos coisas para melhorar, mas ficamos satisfeitos pelo que fizemos. Temos calma e paciência. Saber sofrer no jogo é muito importante”, analisou Matheus Cunha.

O treinador Carlo Ancelotti destacou que a escolha por Matheus Cunha se deu pensando especificamente no jogo contra o Haiti e que não há uma identidade clara na forma de atuar da equipe. “Acho que, para esse jogo, a posição do Matheus era boa para criar problemas na defesa. Pode ser uma opção para encarar a Escócia. Não quero uma identidade clara. Pode ser que no próximo jogo possamos mudar”, resumiu o comandante.

Divulgação/Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

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