Copa de 2026: Seleção de Carlo Ancelotti tem maior número de ‘novatos’ desde 1986
A lista final para a Copa do Mundo de 2026 mostra que a falta de rodagem com a camisa da Seleção Brasileira não é um obstáculo para realizar o sonho de disputar o torneio. Dos 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para o Mundial na América do Norte, oito atletas possuem menos de dez jogos pela equipe principal, sendo que quatro deles estrearam justamente este ano.
O zagueiro Léo Pereira, o meio-campista Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago garantiram suas vagas após estrearem nos amistosos de março contra França e Croácia. Do quarteto, apenas Danilo Santos já havia sido lembrado anteriormente, em 2022, mas não chegou a entrar em campo sob a direção de Tite.
Outro destaque é o lateral-esquerdo Douglas Santos. Após estrear em 2016 e passar nove anos longe da equipe principal, o jogador ganhou novas chances com Ancelotti e agora briga pela titularidade com Alex Sandro.
Na zaga, Bremer e Ibañez reassumiram seus postos após os testes de março. Ambos estrearam no fim de 2022, sendo que Bremer chegou a disputar o Mundial do Catar com apenas uma partida de experiência pela Seleção.
O volante Éderson também integra a lista de novatos. Chamado para substituir o lesionado Wesley, ele soma apenas três apresentações pelo Brasil. Seu último jogo foi a derrota por 4 a 1 contra a Argentina, que culminou na demissão de Dorival Júnior.
Esse número elevado de atletas pouco experientes em Copas é o maior desde 1986, quando Telê Santana levou dez jogadores com esse perfil para o México. O retrospecto traz boas lembranças: nas campanhas vitoriosas de 1994 e 2002, o Brasil contou com estatísticas semelhantes.
No título do pentacampeonato, por exemplo, os volantes Gilberto Silva e Kleberson tinham pouca bagagem internacional, mas assumiram a titularidade e foram peças fundamentais na conquista do troféu.
Foto: Caean Couto
Fonte: Agência Brasil
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