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Cruzeiro feminino chega a sete desfalques pela mesma lesão

A zagueira Paloma Maciel retornou a Belo Horizonte na última quinta-feira após sofrer uma lesão durante uma atividade de treinamento com a seleção brasileira feminina em Itu, no interior paulista. A jogadora, que faz parte do elenco do Cruzeiro, rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito e lesionou o menisco.

Com essa lesão, Paloma Maciel se junta a outras seis atletas do Cruzeiro que também estão no departamento médico devido a lesões de LCA. As jogadoras Laura Felipe, Tainara, Gaby Soares, Millene e Ravenna também sofreram lesões semelhantes, além de Fabiola Sandoval, que rompeu o ligamento do joelho em julho de 2025.

O cirurgião Marco Demange explicou em entrevista ao programa Stadium, da TV Brasil, que o ligamento cruzado anterior é uma estrutura que estabiliza a rotação do joelho e que o risco de lesão aumenta em esportes de impacto, como o futebol. Ele citou três fatores principais que contribuem para o risco de lesão: o ambiente em que o joelho pode travar, a energia do trauma e os descontroles inesperados do movimento.

A gerente de Futebol Feminino do Cruzeiro, Luiza Parreiras, reconheceu que as lesões de LCA sofridas por jogadoras do clube não são apenas uma coincidência e que o clube está buscando entender as causas por meio de levantamento de dados e informações.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) também anunciou que financiará um estudo para entender a ligação entre as lesões de LCA e o ciclo menstrual. Artigos médicos mostram que a incidência de lesões de LCA é duas a oito vezes maior em mulheres do que em homens.

Antes de Paloma Maciel, a atacante Dudinha havia rompido o ligamento cruzado do joelho direito no último dia 9 de junho, durante um amistoso entre Brasil e Estados Unidos. A lesão de Paloma Maciel é mais um exemplo da estatística delicada de lesões de LCA no futebol feminino.

Foto: Luciana Vermell/CBF

Fonte: Agência Brasil

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