Destaque dos EUA na Copa, Balogun obteve cidadania americana por ‘acaso’ em viagem aérea
A goleada de 4 a 1 dos Estados Unidos sobre o Paraguai, na rodada de abertura do Grupo D da Copa do Mundo de 2026, consagrou o atacante Folarin Balogun. O camisa 20 balançou as redes duas vezes no primeiro tempo do confronto disputado em Los Angeles, assumindo a artilharia provisória da competição sob a batuta do técnico Mauricio Pochettino.
No entanto, a presença do jovem talento no elenco norte-americano se deve a um capricho do destino. Filho de pais nigerianos, o atleta nasceu em Nova York no dia 3 de julho de 2001 apenas porque uma empresa de aviação barrou o embarque de sua mãe, Florence, que estava no sétimo mês de gestação e planejava regressar à Inglaterra.
Impossibilitada de viajar de avião, a família permaneceu em solo nova-iorquino para o nascimento do bebê, assegurando-lhe o passaporte dos Estados Unidos. Poucas semanas depois, todos retornaram para a Europa, fazendo com que Balogun nunca tenha de fato morado ou atuado profissionalmente em território americano antes de defender a seleção.
O atacante cresceu em Londres e iniciou sua trajetória no futebol nas divisões de base do Arsenal, clube ao qual se juntou aos oito anos de idade. Após estrear no profissional em 2020 e passar pelas seleções juvenis da Inglaterra, ele passou pelo Middlesbrough e se destacou no Reims, da França, onde marcou 21 gols na temporada 2022-23, sendo posteriormente negociado com o Monaco por cerca de 40 milhões de euros.
Em 2023, Balogun tomou a decisão de defender a equipe nacional dos Estados Unidos. A trajetória do jogador contrasta com o atual cenário político do país, marcado por medidas migratórias rigorosas promovidas pela gestão de Donald Trump, que combate o direito de nacionalidade por nascimento (jus soli).
Caso as diretrizes restritivas de imigração estivessem vigentes em 2001, o atacante não teria direito à cidadania local, alterando completamente o rumo de sua carreira esportiva e privando a seleção americana de sua principal referência ofensiva na atualidade.
Foto: Matthew Childs/Reuters
Fonte: Agência Brasil
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