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Brasileirão histórico: Série A quebra recorde de convocações para a Copa do Mundo

O Campeonato Brasileiro alcançou uma marca histórica para a Copa do Mundo. Ao todo, 32 jogadores que disputam a Série A nacional foram selecionados para o torneio mundial, distribuídos entre sete das 48 seleções participantes. O montante representa atletas de dez equipes diferentes do futebol nacional.

A nova marca supera de forma expressiva o recorde anterior estabelecido em 1974, quando 27 atletas de times nacionais estiveram no Mundial — naquela ocasião, porém, 22 faziam parte do próprio elenco da Seleção Brasileira. O crescimento é de 357% em relação à edição de 2022, no Catar, que contou com apenas sete atletas em atividade no Brasil.

Três seleções concentram a maioria das convocações do Brasileirão: Brasil, Uruguai e Paraguai, com sete representantes cada. No elenco canarinho, o Flamengo lidera com quatro nomes (Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro e Lucas Paquetá), somados a Weverton (Grêmio), Danilo Santos (Botafogo) e Neymar (Santos).

A seleção uruguaia também conta com forte presença do Rubro-Negro carioca, com Varela, De la Cruz e Arrascaeta, além de Piquerez e Emiliano Martínez (Palmeiras), Rochet (Internacional) e Canobbio (Fluminense). Pelo Paraguai, o destaque é o Palmeiras, representado por Gustavo Gómez, Maurício e Ramón Sosa, ao lado de Balbuena (Grêmio), Junior Alonso (Atlético-MG), Bobadilla (São Paulo) e Isidro Pitta (Red Bull Bragantino).

O Equador chamou cinco jogadores do futebol brasileiro, incluindo o trio do Atlético-MG composto por Ángelo Preciado, Alan Franco e Alan Minda, além de Félix Torres (Internacional) e Gonzalo Plata (Flamengo). Já a Colômbia conta com quatro atletas de times nacionais: Juan Portilla (Athletico-PR), Jorge Carrascal (Flamengo), Jhon Arias (Palmeiras) e Andrés Gómez (Vasco).

Outras potências tradicionais também buscaram peças em território brasileiro. A Argentina, atual campeã do mundo, convocou o palmeirense Flaco López — a primeira convocação de um atleta que atua no Brasil pelos hermanos desde 2006, com Tevez e Mascherano. Já a Holanda conta com Memphis Depay, do Corinthians, registrando a primeira convocação de um atleta europeu atuando no Brasileirão na história das Copas.

Especialistas do mercado apontam que esse cenário reflete o novo poder financeiro e estratégico do futebol nacional. De acordo com Marcos Casseb, da Roc Nation Sports Brazil, as principais equipes brasileiras enfrentam menos concorrentes diretos no continente sul-americano do que as ligas europeias. Alexandre Frota, diretor da FutPro Expo, acrescenta que o Brasil consolidou sua posição não apenas como exportador de promessas, mas como um polo de mercado competitivo global.

Foto: Jorge Silva/Reuters

Fonte: Agência Brasil

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